A modernidade vem do litoral
conflitos visuais na cidade de Salvador/BA, 1916-1926
DOI:
https://doi.org/10.18568/cmc.v22i65.3088Palavras-chave:
Imagem; Fotografia; Salvador/Bahia; RenascençaResumo
O artigo reflete sobre como o espaço litorâneo, especialmente da orla Atlântica, dos bairros do Rio Vermelho e da Barra, da cidade de Salvador, Bahia, emergiu como um elemento do imaginário moderno da cidade e contribuiu para a construção de uma sensibilidade que se afastava das formas de sentir e perceber da Salvador colonial e escravagista. Tomando as imagens fotográficas da vida litorânea que circularam na revista Renascença, entre 1916 e 1926, como fontes de pesquisa, realizamos um estudo interpretativo, de inspiração teórica em Aby Warburg e Walter Benjamin, que aponta que a emergência de uma cultura visual moderna, em Salvador, se relaciona fortemente com o modo como as imagens do mar circularam no jornalismo impresso do semanário e com o apagamento dos vestígios do passado escravagista da cidade.
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