Assistir a um filme com outros

rumo a uma teoria do espectador coletivo

Autores

  • Julian Hanich University of Groningen

DOI:

https://doi.org/10.18568/cmc.v22i63.3034

Palavras-chave:

Comunicação, Consumo

Resumo

Este ensaio sugere que assistir coletivamente a um filme com atenção silenciosa deve ser considerado uma forma de ação conjunta. Quando espectadores assistem a um filme em silêncio no cinema, eles não estão apenas envolvidos em ações individuais – assistir com outros frequentemente implica uma atividade compartilhada baseada em uma intenção coletiva, na qual os espectadores prestam atenção conjunta a um único objeto: o filme. Recorrendo a debates recentes sobre intencionalidade coletiva e sentimentos compartilhados na filosofia analítica e na fenomenologia, mostro que essa abordagem da filosofia social pode ter ramificações importantes para a teoria e a história do cinema. Proponentes de diversas abordagens teóricas – como estudos culturais, teoria cognitiva do cinema, fenomenologia fílmica ou estética da recepção – consideram o espectador ativamente envolvido com o filme. Se isso for verdade e os espectadores estiverem todos ativos, sentados na mesma sala de cinema assistindo ao mesmo filme de maneira quieta e atenta, parece razoável argumentar que, em algum sentido importante, eles agem conjuntamente. Meu argumento servirá como um passo em direção a uma teoria e fenomenologia mais abrangentes do espectador coletivo no cinema – um aspecto subvalorizado na história da teoria cinematográfica.

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Biografia do Autor

Julian Hanich, University of Groningen

University of Groningen

Publicado

2025-07-16

Como Citar

Hanich, J. (2025). Assistir a um filme com outros: rumo a uma teoria do espectador coletivo. Comunicação Mídia E Consumo, 22(63). https://doi.org/10.18568/cmc.v22i63.3034

Edição

Seção

Dossiê - Produção, circulação e consumo de imagens produzidas em coletividade e a fabulação do comum