O corpo ontológico e coletivo do ator em Sete anos em Maio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18568/cmc.v22i63.2974

Palavras-chave:

jogo atoral, estudos atorais, cinema brasileiro, ator, performatividade

Resumo

Este artigo investiga o jogo atoral no cinema brasileiro dos anos 2010, analisando a relação do ator com a personagem, a ficção e a fabulação. Nesse período, observa-se um aumento no uso de atores não profissionais, que representam questões sociais específicas de raça, classe e gênero. Nesses casos, o jogo atoral baseia-se em princípios hiper-realistas (Margulies, 2016), performativos (Baumgärtel, 2018) e épicos. Os princípios hiper-realistas e performativos são cruciais para a formação de um "amálgama total" (Autor, Ano) entre ator e personagem, enquanto a qualidade épica (Brecht, 1978; Rosenfeld, 1985) e a alegoria (Xavier, 2015) ajudam a coletivizar essa experiência para um grupo social, operando um gesto crítico sobre a narrativa do filme.

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Biografia do Autor

Eduardo Bordinhon, PPG Multimeios do Instituto de Artes - Unicamp (doutorando)

Eduardo BORDINHON é doutorando em Multimeios no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (IA - Unicamp) com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), processo no. 2020/11902-9. Sob a orientação de Pedro Guimarães, sua pesquisa se concentra na atuação no cinema brasileiro contemporâneo. Em 2023/24, realizou um estágio de pesquisa no laboratório Approches Contemporaines de la Création et de la Réflexion Artistique da Universidade de Estrasburgo (ACCRA - Unistra) sob a supervisão de Christophe Damour.  ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5749-772X. E-mail: bordinhon.eduardo@gmail.com.

Pedro Guimarães, Instituto de Artes - Unicamp

Professor Associado do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Multimeios (Instituto de Artes - Unicamp). Possui Graduação em Comunicação Social (Habilitação Jornalismo) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc-MG), Mestrado e Doutorado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris III) e Pós-doutorado em Cinema no Departamento de Cinema, TV e Rádio da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (CTR-ECA/USP).Coordena do grupo de estudos sobre o ator no audiovisual (GEAs - Unicamp) e participa como membro do Grupo de Pesquisas em Dramaturgia e Cinema (GPDC - Unesp/Araraquara) e do Grupo de Pesquisas em Gêneros Cinematográficos e Audiovisuais (GENECINE - Unicamp), além de pesquisador associado do Laboratório ACCRA/Universidade de Strasbourg (França). Membro da Socine (Associação Brasileira de Pesquisa em Cinema e Audiovisual), da Sepancine (Asociación Mexicana de Teoria y Análisis Cinematográfico) e da SCMS (Society for Cinema and Media Studies). É autor do livro Helena Ignez, actrice experimentale (ACCRA/Univ.de Strasburgo, 2018), em parceria com Sandro de Oliveira, lançado no Brasil em 2021 pelo Sesc Edições. Professor convidado na Ecole Normale Supérieure (ENS-Paris, 2022) e na Universidade de Rennes 2 (Rennes, França). Organizou os livros-catálogos "Douglas Sirk, o príncipe do melodrama (CCBB, 2012) e Cineastas do nosso tempo (CCBB, 2012). De 2011 a 2020, integrou o comitê de seleção e curadoria das Mostras de Cinema de Tiradentes, CineOP e CineBH. Pesquisa Historia e Estética do Cinema Mundial, atuando principalmente nos seguintes temas: história e estética do cinema e do audiovisual, atores de cinema, cinema de gênero (melodrama, musicais, filme noir), trocas culturais entre Europa e Hollywood e cinema e teatro. Foi coordenador associado da graduação em Midialogia (2017-2019), Coordenador do Programa de Pós-graduação em Multimeios (2019-2023) e é Coordenador Geral da Pós-Graduação do Instituto de Artes, desde 2021.

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Publicado

2025-07-16

Como Citar

Bordinhon de Moraes, E., & Maciel Guimarães Junior, P. (2025). O corpo ontológico e coletivo do ator em Sete anos em Maio. Comunicação Mídia E Consumo, 22(63). https://doi.org/10.18568/cmc.v22i63.2974

Edição

Seção

Dossiê - Produção, circulação e consumo de imagens produzidas em coletividade e a fabulação do comum